
“Moonless night in the small town...”
Um bando de nada. Casas agrupadas em poucas ruas, a principal asfaltada. Numa delas, simplória, uma gestante. Pra nascer, tiveram de levá-la rumo à cidade vizinha. Foi no rumo que nascera o poeta deste conto, na imensidão desoladora dos campos. Dizem que o choro foi ouvido a muita distância.
Havia tempos queria abandonar aquela cidadela do interior. Não produzira nada útil naqueles anos todos. Estava longe de ser um peão, um simplório qualquer. Afora a ingenuidade que somente poderia perder anos depois, podia do alto de seus vinte invernos analisar com certa austeridade a existência.
Calado, soturno, nunca tivera muitos amigos. Quem sabe devido a isso, seus maiores companheiros foram os livros que por sorte herdara de seu avô. A mãe, uma professora primária havia sido muito mais um estorvo do que incentivo, olhava para ela, sempre lendo, nunca quis se parecer aquela mulher solitária e triste.
Pelos quatorze anos começara a escrever. Trancava-se em seu quarto, se esquecia do mundo. Nunca mostrava seus versos iniciantes a ninguém, estavam eternamente destinados alguma gaveta cheirando a mofo. Foi a vontade de tirá-los de lá que fez surgir a resolução de partir para a capital. Isto, e o motivo que tantas mudanças já proporcionaram a rapazes frágeis como aquele. Um coração partido.
Garota fútil, descompromissada com nada que não fosse o intento de ser mais bonita que as suas companheiras, da única escola presente na cidade. Olhava as revistas de moda e queria ser como as modelos. Tinha os mais grandiosos sonhos. Casar, ter filhos e ser feliz. Quando, numa festa foi falar com o rapaz de nossa história, e esse, devido à curiosidade de leituras diversas, sabia do que se tratavam as grifes que ela vomitava, enamorou-se no mesmo instante.
Quando ela começou a se aventurar com o filho do prefeito, depois que este ganhou uma camionete nova, nosso herói viu seus sonhos partidos em pedaços. Resolvera o que a tanto tempo estava encubado em sua mente; iria para a capital, estudaria, ganharia dinheiro e publicaria livros. Seria respeitado e se vingaria, agraciando o verdadeiro amor de alguma mulher inteligente.
Faltava somente um detalhe, não tinha condições para isso, muito menos o consentimento de sua solitária mãe. Parecia uma questão indissolúvel. Foi quando começou a perceber que o mundo real era bem pior do que imaginava. O único bem que possuía eram justamente os livros herdados do avô, que este juntou por toda a vida e que lera com tanto carinho. Desfez-se dos mesmos e a quantia fora desanimadora. Poderia ficar poucos meses na capital, teria de economizar o quanto fosse possível, além de arranjar um emprego qualquer.
Por sorte, um conhecido estava lá fazia algum tempo, mandou-lhe uma carta, solicitando informação sobre qualquer lugar onde pudesse morar. O tal amigo cursava medicina, indicou a honesta casa de uma enfermeira, onde ele poderia se instalar por um preço bem convidativo. O menor possível.
Quinze dias depois, malas prontas, a mãe aos prantos, nem sequer foi até a rodoviária. Ficou em casa pensando que tivera o filho por tanto tempo, ali, no quarto e nunca tinha ido saber quem era aquele estranho que tanto lia e escrevia por detrás daquela porta, analisava cadacentímetro vazio e só não morreu naquele instante porque tinha esperança de ver o filho de volta algum dia, tornou-se crédula depois disso. Todos os dias rezava pela saúde e bem estar do filho.
...
3 comentários:
olha eu naum li o texto pq to com preguiça... mas só pra avisa q montei um blog pra postar minhas ideias malucas e futilidades... rsrsrrsrs bjus;;;)
olha eu naum li o texto pq to com preguiça... mas só pra avisa q montei um blog pra postar minhas ideias malucas e futilidades... rsrsrrsrs bjus;;;)
essa historia me lembra um pouco a historia de um outro escritor....
vc sabe de quem estarei falando....
Postar um comentário