
Um dia comum, ao menos na visão que tinha do mundo, e, como é difícil escrever em terceira pessoa, ainda mais na pretensão de falar sobre metalinguagem, vulgo, falar sobre o escrever, ia mal... Sentado em uma cadeira baixa, teclado nas pernas, afinal, a mesa do computador nem era dele e foi levada. Sobraram muitas coisas, mas ele nem ligava, ela não estava mais ali e por algum motivo resolveu sair do clichê e escrever sobre o ato de escrever. Muitas vezes havia escrito, houve épocas em que pensou em ser autor, porém, reconhecia ser limitada a sua capacidade ante os grandes mestres, porém, escrever sobre o árduo trabalho de encadear pensamentos até gerar algo falando sobre o ato de encadear os pensamentos ainda não havia feito, apenas na faculdade de letras que chegara a cursar, mas nesta, desestimulado pela obrigação nada mais fez que o dever para conseguir um sete ou coisa assim. Sabia escrever pra esquecer a dor, sabia ser estúpido a ponto de fazer isso, sabia que não iria funcionar, sabia que nem conseguir escrever iria, nem o primeiro parágrafo estava pronto e a noite caía. Pensava nela. Aquela que lhe causava calafrios. Única a despertar sentimentos, única que o detestava...
Resolvera que além de não fazer esquecê-la, o tema ainda era de mau gosto, afinal, tinha a pretensão de um conto, não de uma espécie de crítica literária sobre nada algum. Pensou, e se escrevesse sobre o nada? Mas nada ia também...
Cansaço...
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