segunda-feira, agosto 14, 2006

O Encarnado, ou... Demência... Parte II


Nessas horas sempre nos arrependíamos de ter começado e mudávamos de assunto. Os piores dias eram quando não conseguia “serviço”. O que acontecia com uma desesperadora regularidade. Suas “frases de espírito” tinham uma habilidade incrível de nos irritar. Deixava a mesa em silencia funéreo.

Ficou alguns dias sem aparecer, quando voltou estava com uma cara transtornada, parecia doente, olheiras, profundo silêncio, não que a ausência de suas frase nos incomodasse, muito pelo contrário, todo caso, como o conhecíamos desde a pré-escola procuramos saber o que estava acontecendo.

Assim que percebeu a nossa preocupação começou a dissimular uma felicidade que não existia, um sorriso falso e amarelado, nem que fosse verdadeiro pareceria sincero. Parecia ter mais dinheiro do que de costume, perguntamos como ia o “trabalho”... disse estar melhor que nunca, afinal, havia achado uma amante rica, e bela... Obviamente, duvidamos disso, mas preferimos deixá-lo absorto nas suas mentiras.

No dia seguinte suicidou-se, de forma bizarra... Comprara de um enfermeiro uma grande quantia de restos de hospital, de cordão umbilical, enforcou-se com eles fazendo nós... Todos ficamos chocados com isso, ainda mais pelo refino desse suicídio que em nada se parecia com os outros atos e coisas de sua vida. Nenhuma carta, nenhum bilhete. Nada.

Precisávamos substituir o lugar vago na mesa, e em pouco tempo ficamos amigos de um outro garoto de programa, esse era como deveria ser, musculoso, razoavelmente inteligente. Aproveitava o tempo livre pra ler e estudar música, nos era agradável. Ainda mais porque podíamos o xingar devido aos encontros com as idosas da cidade. Um dia chegou transtornado na mesa, havia descoberto a causa do suicídio de nosso amigo.

Chocado nos trouxe para um canto, contou a história de que pegara uma cliente bêbada, idosa e a reconhecera, era a mãe do suicida. Ela contara tudo. Estava tendo relações com o próprio filho... havia meses. Viciou e começou a sair com outros rapazes.

Nosso novo amigo contou a história, fumou um cigarro bebendo um café e saiu da mesa. Começou a dar aulas de violino desde então.
...
(esta é uma versão beta do conto, depois arrumo)
xp

Um comentário:

Anônimo disse...

Hey, Vae... quanta história de incesto... Hã? Hum?
o.O
kkkkkkkkkkkk